Um vídeo criado com uso de inteligência artificial voltou a gerar polêmica nas redes sociais após divulgar uma suposta pesquisa eleitoral indicando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria 72,9% das intenções de voto. A informação, porém, é falsa e já foi desmentida por agências de checagem e especialistas em desinformação digital.
A gravação circulou rapidamente em aplicativos de mensagens e plataformas como TikTok, Facebook e X (antigo Twitter), simulando um telejornal com aparência profissional. O conteúdo utilizava elementos gráficos semelhantes aos de emissoras conhecidas, além de uma narração artificial criada por IA para dar credibilidade ao material.
Segundo verificações feitas por plataformas de fact-checking, não existe qualquer instituto de pesquisa registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números apresentados no vídeo. Especialistas afirmam que o material foi produzido com técnicas de manipulação audiovisual capazes de imitar vozes, gráficos e até estilos de apresentação jornalística.
O caso reacende o alerta sobre o crescimento das chamadas “deepfakes” — conteúdos produzidos com inteligência artificial que simulam imagens, vídeos e áudios reais. Esse tipo de tecnologia vem sendo usado cada vez mais em períodos políticos para espalhar informações enganosas e influenciar a opinião pública.
Autoridades eleitorais já demonstraram preocupação com o avanço desse tipo de conteúdo nas eleições futuras. O TSE vem reforçando campanhas de conscientização para que os eleitores confirmem informações em fontes oficiais antes de compartilhar publicações virais.
Especialistas em segurança digital orientam que usuários desconfiem de vídeos com dados muito impactantes, principalmente quando não apresentam fonte clara, data, instituto responsável ou registro oficial da pesquisa.
A disseminação de conteúdos manipulados por inteligência artificial tem aumentado no Brasil e em diversos países, levantando discussões sobre regulamentação, responsabilidade das plataformas digitais e combate à desinformação online.
Fonte: G1 / Agências de checagem de fatos.
