A Polícia Federal (PF) comunicou a decisão de não aceitar a proposta de colaboração premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. As negociações, que envolviam também os advogados de Vorcaro, foram encerradas após os investigadores considerarem as informações fornecidas inconsistentes diante das evidências coletadas.
A investigação, iniciada em 2024 a pedido do Ministério Público Federal (MPF), apura a emissão de títulos de crédito financeiro sem a devida cobertura. Fontes da PF indicam que a decisão de rejeitar a proposta de delação já foi informada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que investiga supostas fraudes bilionárias contra o Sistema Financeiro Nacional. Apesar disso, a corporação não descarta futuras negociações caso Vorcaro apresente novas informações relevantes.
Paralelamente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) continua a analisar a proposta de delação premiada submetida pelo empresário, cujo conglomerado Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.
Daniel Vorcaro, 42 anos, foi preso preventivamente em novembro do ano passado, durante a primeira fase da Operação Compliance Zero. Ele chegou a ser solto por decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região após dez dias detido. Sua prisão foi novamente decretada em março deste ano, na terceira fase da operação.
Inicialmente mantido em uma sala especial na Superintendência da PF em Brasília como parte das tratativas para um acordo, Vorcaro foi transferido para uma cela comum nesta semana. A mudança ocorre em meio à deterioração das negociações e pode preceder um retorno à Penitenciária Federal, onde as condições de custódia são mais rigorosas.
