O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de recuperação nesta quarta-feira, com o dólar cedendo terreno e a bolsa de valores brasileira (Ibovespa) apresentando alta. A melhora no cenário internacional, impulsionada por sinais de desescalada em tensões no Oriente Médio, contribuiu para o otimismo dos investidores.
O dólar comercial encerrou o dia negociado a R$ 5,003, uma desvalorização de 0,74% em relação ao fechamento anterior. A moeda americana chegou a R$ 5,05 no início do pregão, mas reverteu a tendência de alta com as notícias vindas do Oriente Médio, que diminuíram os receios sobre a estabilidade do fornecimento global de petróleo.
O Ibovespa, por sua vez, recuperou parte das perdas recentes, avançando 1,77% e fechando aos 177.355,73 pontos. A alta foi impulsionada pela melhora do apetite por risco no cenário global e pela recuperação das bolsas em Nova York. Ações de empresas de mineração, consumo e bancos lideraram os ganhos, apesar da queda nos papéis da Petrobras.
As ações da Petrobras sentiram o impacto da queda nos preços do petróleo, com os papéis ordinários recuando 3,85% e os preferenciais em 3,23%. Em contrapartida, empresas como CSN Mineração (+10,29%), Cury (+8,53%) e Lojas Renner (+7,77%) apresentaram forte valorização.
A redução das tensões geopolíticas teve reflexo direto na cotação do petróleo, que registrou forte queda. O Brent caiu 5,62%, negociado a US$ 105,02 o barril, enquanto o WTI recuou 5,7%, fechando a US$ 98,26. A diminuição do risco de interrupção no Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo, foi um dos principais fatores para o recuo das cotações.
O fluxo cambial também apresentou números positivos, com entrada líquida de US$ 3,027 bilhões na semana passada, segundo dados do Banco Central, impulsionada pelo canal financeiro. Em maio, até o dia 15, o saldo positivo acumulado era de US$ 1,588 bilhão.
