As autoridades das Maldivas confirmaram nesta terça-feira (19) a recuperação dos corpos de dois mergulhadores italianos que morreram durante uma expedição em cavernas subaquáticas no Atol de Vaavu. A operação mobilizou equipes especializadas internacionais e foi considerada extremamente perigosa devido às condições do local.
As vítimas foram identificadas pela imprensa italiana como Monica Montefalcone e Federico Gualtieri. Os trabalhos continuam para localizar e retirar os corpos dos outros dois mergulhadores desaparecidos na mesma tragédia.
Tragédia aconteceu durante mergulho em cavernas profundas
Segundo informações das autoridades locais, o grupo fazia uma expedição de mergulho em cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade quando o acidente ocorreu.
Ao todo, cinco italianos morreram durante a exploração no Atol de Vaavu, uma das regiões mais conhecidas das Maldivas para mergulho extremo. As causas exatas da tragédia ainda estão sendo investigadas.
Especialistas afirmam que as condições dentro da caverna eram extremamente perigosas, com passagens estreitas, forte correnteza e visibilidade praticamente nula em alguns pontos.
Operação de resgate virou missão internacional
A complexidade da operação levou as Maldivas a solicitarem apoio de mergulhadores especializados vindos da Finlândia e da Itália.
As equipes utilizaram scooters subaquáticas, cilindros especiais de longa duração e técnicas avançadas de mergulho em cavernas profundas para acessar a área onde os corpos estavam localizados.
O governo das Maldivas informou que os corpos estavam em uma região muito profunda da caverna submarina, tornando o resgate extremamente arriscado.
Mergulhador militar morreu durante buscas
A tragédia ganhou proporções ainda maiores após a morte do sargento Mohamed Mahudhee, mergulhador militar das Maldivas que participava da operação de recuperação dos corpos.
Segundo autoridades locais, ele sofreu complicações ligadas à descompressão durante uma das missões subaquáticas.
A morte do militar levou as equipes a suspenderem temporariamente os trabalhos antes da retomada das operações nesta semana.
Investigação apura possível violação de profundidade
As autoridades das Maldivas investigam se o grupo ultrapassou os limites permitidos para mergulho recreativo na região.
Segundo o governo local, mergulhos acima de 30 metros exigem autorização especial, mas a expedição teria alcançado profundidades próximas de 50 metros ou mais.
A embarcação utilizada pelo grupo teve sua licença suspensa temporariamente até a conclusão das investigações.
Fonte: R7 Internacional / CNN Internacional.
